Mudança de hábito é fundamental para evitar criação do mosquito da dengue

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Vistoriar e eliminar possíveis criadouros a cada semana pode fazer a diferença no combate ao vetor da doença

Da Redação – Vasos de flores, recipientes para comida de animais e objetos inservíveis são os principais vilões no combate à dengue em Diadema. Por acumularem água, são potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus da dengue, chikungunya e zika. Essa é a avaliação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, responsável pelas ações de controle e combate à doença.

Para minimizar as situações de risco, os agentes de endemias inspecionam imóveis e espaços com grande número de pessoas como escolas, unidades de saúde, empresas, comércios, condomínios e igrejas e pontos estratégicos. Além disso, Diadema conta com a atuação dos agentes comunitários de saúde (ACS), que visitam as casas dentro da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde (UBS).

As vistorias têm o objetivo de orientar a população sobre os cuidados necessários, além de identificar possíveis criadouros ou focos do Aedes aegypti. A medida é importante no verão, época propícia para a proliferação do mosquito, devido ao calor e umidade.

“O sucesso para o controle da doença só será possível com a participação indispensável e efetiva da população. Não basta, apenas, a abertura de nossas casas para a inspeção dos agentes sanitários. A coletividade deverá participar das atividades que objetivam o combate ao mosquito, contribuindo para a eliminação de criadouros do Aedes aegypti”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Luís Claúdio Sartori. Em 2018, foram oito casos autóctones da doença, mesma quantidade de ocorrências em 2017.

Ciclo interrompido

A fêmea do transmissor da dengue coloca os ovos em água limpa e parada. Em locais secos, o ovo pode sobreviver por até um ano. Já em situações favoráveis, ele demora entre sete e nove dias para completar o ciclo e passar de ovo para mosquito adulto. Por isso, é necessário eliminar qualquer objeto ou local que acumule água e possa servir de criadouro.

Recipientes que não puderem ser jogados, como bebedouros de animais, precisam ser lavados semanalmente com bucha e sabão, pois a fricção da bucha com o objeto remove os possíveis ovos que forem depositados ali. Entre as principais orientações estão: tampar tonéis e caixas d´água; manter calhas limpas; armazenar garrafas de boca pra baixo; manter lixeiras bem tampadas; deixar ralos limpos e com tela; limpar com escova e bucha os potes de água para animais; e retirar água acumulada em pisos e construções.

O município ainda conta com ações rotineiras de atendimento a denúncias, vistorias, inspeções, monitoramento de casos, atividades educativas como palestras, entre outros.

Sorotipos

O vírus causador da dengue possui quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, que podem provocam tanto a forma clássica da doença como as mais graves, como a hemorrágica. Quem entrar em contato com um determinado sorotipo fica imune a ele, mas pode contrair outros tipos. Por exemplo, a pessoa que adoeceu com dengue com sorotipo DENV-1 estará imune a esse tipo. Entretanto, pode contrair a doença pelos sorotipos 2, 3 e 4.

O mais comum é o tipo 1, porém, o aparecimento do tipo 2 foi confirmada recentemente no Estado de São Paulo. Em Diadema, não há registro da circulação do tipo 2 nem ocorrência de casos neste ano. Em 2018, foram registrados oito casos autóctones (contraídos no município) de dengue.

Serviço – Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Diadema (Rua Ipoá, 40 – Inamar – Tel.: 0800 77 10 963)

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